Apresentar a metodologia do gerenciamento de riscos para o patrimônio cultural e discutir as implicações e vantagens de sua integração ao sistema de gestão de instituições e órgãos patrimoniais será o tema da palestra “Gerenciamento de riscos - uma ferramenta de otimização dos processos decisórios voltados à salvaguarda e uso do patrimônio cultural em prol do interesse público”, que a Associação dos Amigos do Arquivo Público do Pará (ARQPEP) promoverá no dia 18 de abril, às 10h30, no auditório da Universidade da Amazônia (UNAMA), campus Senador Lemos.
A palestra fará parte do II Encontro de História & Arquivos: Historiografia Amazônica e Gestão Documental, programação promovida pelo Arquivo Público do Pará para comemorar os 112 anos da instituição.
O ministrante será José Luiz Pedersoli Júnior, mestre em química de polímeros com aplicações na área de conservação patrimonial pela universidade de Helsinki (Finlândia) e profissional de gerenciamento de riscos para o patrimônio cultural.
A palestra abordará como o gerenciamento de riscos podem ajudar os gestores a lidar com sinistros causados pela natureza ou pelo homem, antecipando ações para evitar ou minimizar perdas provocadas por desastres naturais, mudanças climáticas, biodeterioração, crescimento urbano desordenado, poluição ambiental, uso inadequado e negligência.
De acordo com Pedersoli, o gerenciamento de riscos já é utilizado amplamente no exterior e é uma importante ferramenta de preservação do patrimônio cultural e que deve ser empregado pelos gestores.
“Gestores do patrimônio cultural, além de estar bem capacitados para lidar com tal complexidade, necessitam de recursos, instrumentos legais e ferramentas administrativas e educativas eficazes para assegurar a apropriação social, o uso sustentável e a transmissão desse patrimônio às futuras gerações com a maior integridade, autenticidade e acessibilidade possível”, explica Pedersoli.
Com isso, o gerenciamento de riscos permite uma tomada de decisão mais rápida e objetiva, equacionando os benefícios e as perdas potencias.
A palestra, que terá duração aproximada de uma hora, será acompanhada de um bate-papo e mesa redonda de troca de experiências entre o ministrante e convidados.
Os interessados em participar do II Encontro de História & Arquivos: Historiografia Amazônica e Gestão Documental poderão se inscrever pelo e-mail apep.secult@yahoo.com.br. Os interessados em acompanhar apenas a palestra deverão somente ir no horário e local indicado, pois ela será aberta.
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sexta-feira, 5 de abril de 2013
terça-feira, 28 de agosto de 2012
OFICINA DE SEGURANÇA DE ACERVOS E PATRIMÔNIOS CULTURAIS
“Introduzir os princípios básicos que
envolvem a segurança de um acervo histórico, ressaltando a importância de
medidas preventivas e avaliação de riscos”, este é o objetivo principal da
oficina e de uma palestra promovida pela Associação dos Amigos do Arquivo Público do Pará, em
parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi e o Museu de Astronomia e Ciências
Afins, do Rio de Janeiro.
Ministrada pela restauradora Solange Rocha,
a I Oficina de Segurança de Acervos e
Patrimônios Culturais é uma ótima oportunidade para profissionais e estudantes da área de Restauro,
História, Biblioteconomia, Arquivologia, Museologia, Arquitetura, entre outras, a adquirirem novos conhecimentos sobre Segurança
em Acervos.A programação acontecerá durante três dias: 26,
27 e 28 de setembro.
A palestra “Segurança de Acervo e Patrimônios Culturais” será no dia 26. 09, de 8h30 às 12h00. No mesmo dia, de 14h00 às 18h00 começa a oficina. Vale ressaltar que, no dia 28.09, a oficina acontece nos dois horários: 8h30 às 12h00 e de 13h30 às 18h00.
A palestra “Segurança de Acervo e Patrimônios Culturais” será no dia 26. 09, de 8h30 às 12h00. No mesmo dia, de 14h00 às 18h00 começa a oficina. Vale ressaltar que, no dia 28.09, a oficina acontece nos dois horários: 8h30 às 12h00 e de 13h30 às 18h00.
As inscrições podem ser feitas até a véspera
do evento, bastando para isso, depositar o valor correspondente na conta da
Arqpep (CAIXA, ag. 22, c.c 03001136-8) e enviar a comprovação para o e-mail arqpep@yahoo.com.br,
sendo que se a inscrição for feita até o dia 20.09, os valores são os seguintes:
Público Geral R$ 150,00, Estudante R$ 75,00 e Servidor Público 75,00. Após o
dia 20.09, os valores são R$ 180,00, Estudante R$ 90,00 e
Servidor público, também, R$ 90,00, lembrando sempre que
os associados da Arqpep têm 15% de desconto e haverá certificação dos
participantes com frequência mínima de 75%.
A oficina tem CH de 16 h e divide-se em 3 módulos:
1º dia
Conceituação:
patrimônio, preservação, conservação, segurança, acervo e documento. Segurança física :
Responsabilidades, proteção por perímetro, linhas de atuação, segurança do
prédio. Segurança das pessoas,
equipe de segurança.
2º dia
Emergências, proteção
contra sinistros, roubo e vandalismo, incêndio, alarmes e CCTv, desocupação de
acervos e pessoas.
3º dia
Vídeo, aplicação de
questionário e exercício de fixação.
Curriculum Solange Rocha
Bacharel em
História pela Universidade Santa Úrsula, especialista em Restauração e
Conservação de Bens Culturais pela UFRJ, já trabalhou no Arquivo Nacional,
Museu Nacional de Belas Artes e, atualmente, está no Museu de Astronomia e
Ciências Afins.
Há dez anos
trabalha e desenvolve estudos nas áreas de Preservação e Segurança de Acervos,
é Coordenadora Geral do Projeto de elaboração da Política de Preservação de
Acervos Institucionais e idealizadora, coordenadora e, atualmente, membro da
comissão de elaboração do curso Segurança de Acervos Culturais do MAST. Além de participação nos mais diversos eventos na área.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Arquivo Público do Pará apresenta maquina e equipamentos de última geração durante evento sobre preservação documental
Compartilhar conhecimento sobre a importância de ter atitudes preventivas com instituições responsáveis por acervos documentais. Este foi o objetivo do evento promovido na manhã desta quarta-feira, 01.06, pelo Arquivo Público do Estado do Pará – APEP. A instituição realizou palestra sobre Conservação em obras e documentos de papel, além de apresentar a sociedade uma maquina e os demais equipamentos que irão auxiliar nos trabalhos do Projeto “Preservação e Acesso: Digitalização da Documentação da Colônia”.
O projeto tem o patrocínio do Edital CAIXA Cultural por meio da Associação dos Amigos do Arquivo Público do Estado do Pará – Arqpep, e recebeu mais de 50 pessoas, entre secretarias, Fundações e Institutos ligados ao Governo do Estado e Instituições de ensino superior Pública e Particular, onde tiveram acesso a conhecimento especifico sobre como acondicionar documentos em papel.
A especialista em materiais de preservação, Aline Bastos, da empresa Molducenter, ministrou a palestra ressaltando em seu discurso o valor de investir em ações preventivas no que diz respeito à preservação documental.
“A iniciativa do Arquivo é muito positiva, dando o exemplo para todas as instituições que devem ter essa preocupação de usar os materiais corretos, e pensar na longevidade para seu acervo. É esse conceito que a gente tentou passar aqui, que o Arquivo Público do Pará tem adotado seja realmente difundido por outras instituições”, argumentou a especialista.
E é o que alguns dos presentes disseram que vão fazer: levar este conhecimento apreendido para dentro dos departamentos que trabalham. A funcionária pública, Socorro Baia, trabalha no Núcleo de Editoria do Instituto de Artes do Pará – IAP, e afirma que tudo ouvido por ela soma conhecimento em sua experiência como Bibliotecária.
“Como sou bibliotecária, fiz cursos na área de encadernação, restauração e preservação. E o que vi hoje foram outras modalidades de conservação que não tinha conhecimento. Por isso achei interessante, porque é uma nova tecnologia que proporciona conhecimento para o IAP e varias instituições aqui presentes”, defende Socorro baia.
Tecnologia a serviço da restauração e preservação documental
Logo após a palestra, as pessoas presentes puderam conferir os equipamentos de ultima geração adquiridos para o projeto “Preservação e Acesso: Proposta de digitalização da documentação colonial existente no APEP”, que irá restaurar e digitalizar todo o acervo do período Colônia sob guarda do Arquivo Público Paraense, que recebeu o Selo Unesco 2010 como Patrimônio Cultural da Humanidade.
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| O técnico fazendo ajustes na maquina de fazer caixas |
São três maquinas digitalizadoras importadas do Japão com excelente resolução óptica, resolução interpolada, profundidade de bits, velocidade e facilidade de uso, tendo a capacidade de digitalizar uma grande quantidade de folhas soltas individualmente por minuto. Além de uma máquina de fabricação de caixas importados da Itália, próprias para arquivar documentos históricos, sendo a única existente em toda Região Norte. E uma câmera Nikon D700 vinda de São Paulo, que serão usadas em iconografias e mapas.
O Capitão da Policia Militar - PM, Ronaldo Charlete, Trabalha na diretoria de ensino e estava presente na apresentação desses equipamentos. Associado ao Arqpep, ele tem interesse na conservação por conta de uns documentos que toma conta no quartel e ficou impressionado com o que viu.
“Essa maquina de construção de caixas é fantástica. Acho que o Arquivo Público tem uma capacidade muito grande agora com a compra desses equipamentos, e principalmente por trazer conhecimento por meio de palestras como essa, já que acredito ser muito importante conhecer”, falou o Capitão da PM.
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| Digitalizadoras vindas do Japão |
Com tantos investimentos feitos por meio de conquistas de editais pela Arqpep, a especialista em preservação documental, Aline Bastos, afirma que o Arquivo Público do Pará torna-se importante agente na preservação e restauro de documentos históricos na Amazônia.
“O APEP, não só no contexto amazônico, mas como em qualquer cenário de uma região é de extrema importância para o cuidado com a história do nosso país para as gerações futuras. Se agente não tivesse os Arquivos Públicos, a gente não teria respaldo para conhecer o nosso passado. Sem saber de onde a gente vem, não sabemos pra onde a gente vai”, finaliza a especialista.
Por Luciana Kellen, Ascom APEP / Arqpep.
terça-feira, 19 de abril de 2011
População visita Arquivo Público do Pará em celebração aos 110 anos de criação.
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| Visitantes no salão principal do APEP para assistir palestra e video |
Na manhã desta terça-feira, 19.04, o Arquivo Público do Estado do Pará – APEP abriu suas portas à população em geral para conhecer a história e os espaços da instituição em comemoração aos seus 110 anos de fundação.
Em uma programação que incluiu visita monitorada, exibição de vídeos e exposição de documentos raros, o espaço recebeu estudantes de universidades, pessoas que transitavam no entorno do centro comercial de Belém e curiosos em descobrir como o Arquivo Público do Pará trabalha na reconstituição e preservação patrimonial de documentos históricos.
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| ALunos de história da UFPA no setor de gestão de documentos. |
O professor da Universidade Federal do Pará – UFPA, Décio Guzman, ministra a disciplina Metodologia em História, e aproveitou a ocasião do aniversário para levar seus alunos ao espaço. Segundo o professor, o Arquivo Público do Pará precisa ser mais valorizado pelo poder público e pela sociedade, além de lembrar as preciosidades guardadas na instituição.
“Infelizmente hoje ele é lembrado por muitos como o arquivo morto do Estado. É preciso lembrar, por exemplo, que boa parte do arquivo histórico colonial existente aqui no Pará, Portugal não tem. É só aqui! Com tanta responsabilidade é fundamental como órgão do governo e as pessoas não têm consciência do valor deste espaço”, defende o professor Décio Guzman.
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| Ethel Soares do departamento de restauração apresentando o setor aos visitamtes. |
Para o aluno da Faculdade de História da UFPA, João Lima, o APEP é fonte de conhecimento humano. Segundo ele “O Arquivo Público é importante pela acessibilidade na pesquisa que aprimora nossos conhecimentos. Como cidadão aqui está a memória de nosso povo, como por exemplo, posso descobrir a história da minha família”.
Segundo a estudante Andrea Tavares, o APEP simboliza a identidade do povo paraense. “O que se deve começar é a trabalhar a conscientização das pessoas. Aqui você se identifica como paraense, já que neste espaço estão preservados a memória cultural da nossa população. Quando as pessoas em geral perceberem que aqui estão partes da sua própria vida, começaram a valorizar o Arquivo Público”, argumentou a estudantes.
Reconhecimento
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| Visitantes observando o mapa de Belém do inicio do século XX |
O APEP, por meio da Associação dos Amigos do Arquivo Público do Pará – Arqpep obteve grandes conquistas a nível nacional e de Estado. Em setembro de 2010 a Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura - UNESCO concedeu ao acervo do período Colonial do APEP o selo “Memórias do Mundo”, reconhecendo o conjunto de documentos como um dos mais importantes e valiosos do Brasil.
No âmbito dos investimentos, a Arqpep conquistou dois importantes recursos por meio de editais para investir no Arquivo Público do Pará. O primeiro deles é o Edital CAIXA Cultural 2010, que já teve documento assinado em Belém no ultimo dia primeiro de abril, e prevê a restauração e digitalização do Acervo Colonial do Pará entre outras ações de mobilização social.
A terceira conquista da Arqpep para o Arquivo Público do Pará foi o Edital Petrobrás Cultural 2010 que tem previsão de assinatura de contrato até o próximo mês de maio, e prevê a compra de equipamentos modernos para arquivar os acervos já existentes e disponibilizá-los a população, entre outras atividades.
Luciana Kellen
Ascom – Arqpep / APEP
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Arquivo Público do Pará completa 110 anos de criação
No próximo dia 16.04 o Arquivo Público do Estado do Pará - APEP completa 110 anos de criação. Vinculado a Secretaria de Estado de Cultura do Pará – Secult, o APEP destaca-se nacionalmente pela importância de seu acervo, sendo por este mesmo motivo um dos Arquivos mais importantes do país.
Construído em 1958 para ser o Banco Comercial do Pará, o prédio histórico que hoje acolhe toda a estrutura administrativa e acervos documentais do APEP oficializou-se a partir de 1901, mas recebia documentos oficiais para arquivo desde 1894 com registro das ações políticas e sociais dos administradores públicos, seja sob regência da Monarquia ou da República. Todo o acervo compreende do ano de 1646 aos anos 80 do século XX, sendo que desta última década há somente documentos do poder Executivo.
| Salão da biblioteca do Arquivo Público |
Acervo
São aproximadamente quatro milhões em documentos que registram fatos importantes da histórias do Pará, registros de nascimentos, embarque e desembarque de estrangeiros, documentos de posse de terras, entre outros, consultados mensalmente por cerca de 200 visitantes vindos de várias partes do mundo.
O Diretor do APEP, Eduardo Pinheiro, afirma que não só pesquisadores de história buscam informações nos acervos. Ele diz que o público hoje é diversificado entre estudantes e pessoas comuns que buscam até informações sobre seus antepassados imigrantes.
“Hoje o APEP recebe todo tipo de público, como por exemplo, arquitetos que querem saber mais sobre estruturas de prédios antigos, profissionais do direito, da pedagogia e até pessoas comuns que buscam informações sobre sua arvore genealógica já que aqui estão documentos de entrada e saída de imigrantes”, explica o Direito do Arquivo Público.
Programação
Para comemorar o aniversário de 110 anos de criação, o APEP realiza no próximo dia 19/04, em Belém (PA), a partir das 8h e 30min, uma programação especial aberta ao público nas dependências de sua sede. Neste dia haverá exposição de documentos raros (históricos e digitalizados), vídeos e visita monitorada contando a história e importância do APEP. A diretoria informa que excepcionalmente nesta data não haverá consulta ao acervo.
Serviço:
Comemoração de aniversário de 110 anos do Arquivo Público do Pará
Dia: 19.04.2011 a partir das 8h30min
Local: Prédio do Arquivo Público do Estado do Pará (APEP)
Endereço: Travessa Campos Sales, 272 – Comércio – esquina 13 de maio
Maiores informações: 3219-1110/1111
Entrada franca!
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