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sexta-feira, 5 de abril de 2013

ARQPEP discute gerenciamento de riscos.

Apresentar a metodologia do gerenciamento de riscos para o patrimônio cultural e discutir as implicações e vantagens de sua integração ao sistema de gestão de instituições e órgãos patrimoniais será o tema da palestra “Gerenciamento de riscos - uma ferramenta de otimização dos processos decisórios voltados à salvaguarda e uso do patrimônio cultural em prol do interesse público”, que a Associação dos Amigos do Arquivo Público do Pará (ARQPEP) promoverá no dia 18 de abril, às 10h30, no auditório da Universidade da Amazônia (UNAMA), campus Senador Lemos.

A palestra fará parte do II Encontro de História & Arquivos: Historiografia Amazônica e Gestão Documental, programação promovida pelo Arquivo  Público do Pará para comemorar os 112 anos da instituição.

O ministrante será José Luiz Pedersoli Júnior, mestre em química de polímeros com aplicações na área de conservação patrimonial pela universidade de Helsinki (Finlândia) e profissional de gerenciamento de riscos para o patrimônio cultural.
 

A palestra abordará como o gerenciamento de riscos podem ajudar os gestores a lidar com sinistros causados pela natureza ou pelo homem, antecipando ações para evitar ou minimizar perdas provocadas por desastres naturais, mudanças climáticas, biodeterioração, crescimento urbano desordenado, poluição ambiental, uso inadequado e negligência.
 

De acordo com Pedersoli, o gerenciamento de riscos já é utilizado amplamente no exterior e é uma importante ferramenta de preservação do patrimônio cultural e que deve ser empregado pelos gestores.
 

“Gestores do patrimônio cultural, além de estar bem capacitados para lidar com tal complexidade, necessitam de recursos, instrumentos legais e ferramentas administrativas e educativas eficazes para assegurar a apropriação social, o uso sustentável e a transmissão desse patrimônio às futuras gerações com a maior integridade, autenticidade e acessibilidade possível”, explica Pedersoli.
 

Com isso, o gerenciamento de riscos permite uma tomada de decisão mais rápida e objetiva, equacionando os benefícios e as perdas potencias.
A palestra, que terá duração aproximada de uma hora, será acompanhada de um bate-papo e mesa redonda de troca de experiências entre o ministrante e convidados.


Os interessados em participar do II Encontro de História & Arquivos: Historiografia Amazônica e Gestão Documental poderão se inscrever pelo e-mail apep.secult@yahoo.com.br. Os interessados em acompanhar apenas a palestra deverão somente ir no horário e local indicado, pois ela será aberta. 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

OFICINA DE SEGURANÇA DE ACERVOS E PATRIMÔNIOS CULTURAIS



“Introduzir os princípios básicos que envolvem a segurança de um acervo histórico, ressaltando a importância de medidas preventivas e avaliação de riscos”, este é o objetivo principal da oficina e de uma palestra promovida pela Associação dos Amigos do Arquivo Público do Pará, em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi e o Museu de Astronomia e Ciências Afins, do Rio de Janeiro.
Ministrada pela restauradora Solange Rocha, a I Oficina de Segurança de Acervos e Patrimônios Culturais é uma ótima oportunidade para profissionais e estudantes da área de Restauro, História, Biblioteconomia, Arquivologia, Museologia, Arquitetura, entre outras, a adquirirem novos conhecimentos sobre Segurança em Acervos.A programação acontecerá durante três dias: 26, 27 e 28 de setembro.
A palestra “Segurança de Acervo e Patrimônios Culturais” será no dia 26. 09, de 8h30 às 12h00. No mesmo dia, de 14h00 às 18h00 começa a oficina. Vale ressaltar que, no dia 28.09, a oficina acontece nos dois horários: 8h30 às 12h00 e de 13h30 às 18h00.
As inscrições podem ser feitas até a véspera do evento, bastando para isso, depositar o valor correspondente na conta da Arqpep (CAIXA, ag. 22, c.c 03001136-8) e enviar a comprovação para o e-mail arqpep@yahoo.com.br, sendo que se a inscrição for feita até o dia 20.09, os valores são os seguintes: Público Geral R$ 150,00, Estudante R$ 75,00 e Servidor Público 75,00. Após o dia 20.09, os valores são R$ 180,00, Estudante R$ 90,00 e Servidor público, também, R$ 90,00, lembrando sempre que os associados da Arqpep têm 15% de desconto e haverá certificação dos participantes com frequência mínima de 75%.

A oficina tem CH de 16 h e divide-se em 3 módulos:
1º dia
Conceituação: patrimônio, preservação, conservação, segurança, acervo e documento. Segurança física : Responsabilidades, proteção por perímetro, linhas de atuação, segurança do prédio. Segurança das pessoas, equipe de segurança. 

 2º dia
Emergências, proteção contra sinistros, roubo e vandalismo, incêndio, alarmes e CCTv, desocupação de acervos e pessoas.
 
3º dia
Vídeo, aplicação de questionário e exercício de fixação.

Curriculum Solange Rocha

Bacharel em História pela Universidade Santa Úrsula, especialista em Restauração e Conservação de Bens Culturais pela UFRJ, já trabalhou no Arquivo Nacional, Museu Nacional de Belas Artes e, atualmente, está no Museu de Astronomia e Ciências Afins.
Há dez anos trabalha e desenvolve estudos nas áreas de Preservação e Segurança de Acervos, é Coordenadora Geral do Projeto de elaboração da Política de Preservação de Acervos Institucionais e idealizadora, coordenadora e, atualmente, membro da comissão de elaboração do curso Segurança de Acervos Culturais do MAST. Além de participação nos mais diversos eventos na área.



quarta-feira, 1 de junho de 2011

Arquivo Público do Pará apresenta maquina e equipamentos de última geração durante evento sobre preservação documental

Compartilhar conhecimento sobre a importância de ter atitudes preventivas com instituições responsáveis por acervos documentais. Este foi o objetivo do evento promovido na manhã desta quarta-feira, 01.06, pelo Arquivo Público do Estado do Pará – APEP. A instituição realizou palestra sobre Conservação em obras e documentos de papel, além de apresentar a sociedade uma maquina e os demais equipamentos que irão auxiliar nos trabalhos do Projeto “Preservação e Acesso: Digitalização da Documentação da Colônia”.
O projeto tem o patrocínio do Edital CAIXA Cultural por meio da Associação dos Amigos do Arquivo Público do Estado do Pará – Arqpep, e recebeu mais de 50 pessoas, entre secretarias, Fundações e Institutos ligados ao Governo do Estado e Instituições de ensino superior Pública e Particular, onde tiveram acesso a conhecimento especifico sobre como acondicionar documentos em papel.
A especialista em materiais de preservação, Aline Bastos, da empresa Molducenter, ministrou a palestra ressaltando em seu discurso o valor de investir em ações preventivas no que diz respeito à preservação documental.
“A iniciativa do Arquivo é muito positiva, dando o exemplo para todas as instituições que devem ter essa preocupação de usar os materiais corretos, e pensar na longevidade para seu acervo. É esse conceito que a gente tentou passar aqui, que o Arquivo Público do Pará tem adotado seja realmente difundido por outras instituições”, argumentou a especialista.

Apresentação das atribuições tecnincas da Maquina de caixa

E é o que alguns dos presentes disseram que vão fazer: levar este conhecimento apreendido para dentro dos departamentos que trabalham. A funcionária pública, Socorro Baia, trabalha no Núcleo de Editoria do Instituto de Artes do Pará – IAP, e afirma que tudo ouvido por ela soma conhecimento em sua experiência como Bibliotecária.
“Como sou bibliotecária, fiz cursos na área de encadernação, restauração e preservação. E o que vi hoje foram outras modalidades de conservação que não tinha conhecimento. Por isso achei interessante, porque é uma nova tecnologia que proporciona conhecimento para o IAP e varias instituições aqui presentes”, defende Socorro baia.
Tecnologia a serviço da restauração e preservação documental
Logo após a palestra, as pessoas presentes puderam conferir os equipamentos de ultima geração adquiridos para o projeto “Preservação e Acesso: Proposta de digitalização da documentação colonial existente no APEP”, que irá restaurar e digitalizar todo o acervo do período Colônia sob guarda do Arquivo Público Paraense, que recebeu o Selo Unesco 2010 como Patrimônio Cultural da Humanidade.

O técnico fazendo ajustes na maquina de fazer caixas

São três maquinas digitalizadoras importadas do Japão com excelente resolução óptica, resolução interpolada, profundidade de bits, velocidade e facilidade de uso, tendo a capacidade de digitalizar uma grande quantidade de folhas soltas individualmente por minuto. Além de uma máquina de fabricação de caixas importados da Itália, próprias para arquivar documentos históricos, sendo a única existente em toda Região Norte. E uma câmera Nikon D700 vinda de São Paulo, que serão usadas em iconografias e mapas.


Camera Nikon D700 do projeto.

O Capitão da Policia Militar - PM, Ronaldo Charlete, Trabalha na diretoria de ensino e estava presente na apresentação desses equipamentos. Associado ao Arqpep, ele tem interesse na conservação por conta de uns documentos que toma conta no quartel e ficou impressionado com o que viu.

“Essa maquina de construção de caixas é fantástica. Acho que o Arquivo Público tem uma capacidade muito grande agora com a compra desses equipamentos, e principalmente por trazer conhecimento por meio de palestras como essa, já que acredito ser muito importante conhecer”, falou o Capitão da PM.

Digitalizadoras vindas do Japão

Com tantos investimentos feitos por meio de conquistas de editais pela Arqpep, a especialista em preservação documental, Aline Bastos, afirma que o Arquivo Público do Pará torna-se importante agente na preservação e restauro de documentos históricos na Amazônia.

“O APEP, não só no contexto amazônico, mas como em qualquer cenário de uma região é de extrema importância para o cuidado com a história do nosso país para as gerações futuras. Se agente não tivesse os Arquivos Públicos, a gente não teria respaldo para conhecer o nosso passado. Sem saber de onde a gente vem, não sabemos pra onde a gente vai”, finaliza a especialista.
 Por Luciana Kellen, Ascom APEP / Arqpep.

terça-feira, 19 de abril de 2011

População visita Arquivo Público do Pará em celebração aos 110 anos de criação.

Visitantes no salão principal do APEP para assistir palestra e video
Na manhã desta terça-feira, 19.04, o Arquivo Público do Estado do Pará – APEP abriu suas portas à população em geral para conhecer a história e os espaços da instituição em comemoração aos seus 110 anos de fundação.

Em uma programação que incluiu visita monitorada, exibição de vídeos e exposição de documentos raros, o espaço recebeu estudantes de universidades, pessoas que transitavam no entorno do centro comercial de Belém e curiosos em descobrir como o Arquivo Público do Pará trabalha na reconstituição e preservação patrimonial de documentos históricos.

ALunos de história da UFPA no setor de gestão de documentos.

O professor da Universidade Federal do Pará – UFPA, Décio Guzman, ministra a disciplina Metodologia em História, e aproveitou a ocasião do aniversário para levar seus alunos ao espaço. Segundo o professor, o Arquivo Público do Pará precisa ser mais valorizado pelo poder público e pela sociedade, além de lembrar as preciosidades guardadas na instituição.
“Infelizmente hoje ele é lembrado por muitos como o arquivo morto do Estado. É preciso lembrar, por exemplo, que boa parte do arquivo histórico colonial existente aqui no Pará, Portugal não tem. É só aqui! Com tanta responsabilidade é fundamental como órgão do governo e as pessoas não têm consciência do valor deste espaço”, defende o professor Décio Guzman.

Ethel Soares do departamento de restauração
apresentando o setor aos visitamtes.

Para o aluno da Faculdade de História da UFPA, João Lima, o APEP é fonte de conhecimento humano. Segundo ele “O Arquivo Público é importante pela acessibilidade na pesquisa que aprimora nossos conhecimentos. Como cidadão aqui está a memória de nosso povo, como por exemplo, posso descobrir a história da minha família”.
Segundo a estudante Andrea Tavares, o APEP simboliza a identidade do povo paraense. “O que se deve começar é a trabalhar a conscientização das pessoas. Aqui você se identifica como paraense, já que neste espaço estão preservados a memória cultural da nossa população. Quando as pessoas em geral perceberem que aqui estão partes da sua própria vida, começaram a valorizar o Arquivo Público”, argumentou a estudantes.
Reconhecimento

Visitantes observando o mapa de Belém do inicio do século XX

O APEP, por meio da Associação dos Amigos do Arquivo Público do Pará – Arqpep obteve grandes conquistas a nível nacional e de Estado. Em setembro de 2010 a Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura - UNESCO concedeu ao acervo do período Colonial do APEP o selo “Memórias do Mundo”, reconhecendo o conjunto de documentos como um dos mais importantes e valiosos do Brasil.
No âmbito dos investimentos, a Arqpep conquistou dois importantes recursos por meio de editais para investir no Arquivo Público do Pará. O primeiro deles é o Edital CAIXA Cultural 2010, que já teve documento assinado em Belém no ultimo dia primeiro de abril, e prevê a restauração e digitalização do Acervo Colonial do Pará entre outras ações de mobilização social.
A terceira conquista da Arqpep para o Arquivo Público do Pará foi o Edital Petrobrás Cultural 2010 que tem previsão de assinatura de contrato até o próximo mês de maio, e prevê a compra de equipamentos modernos para arquivar os acervos já existentes e disponibilizá-los a população, entre outras atividades.
Luciana Kellen
Ascom – Arqpep / APEP

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Arquivo Público do Pará completa 110 anos de criação

No próximo dia 16.04 o Arquivo Público do Estado do Pará - APEP completa 110 anos de criação. Vinculado a Secretaria de Estado de Cultura do Pará – Secult, o APEP destaca-se nacionalmente pela importância de seu acervo, sendo por este mesmo motivo um dos Arquivos mais importantes do país.

Construído em 1958 para ser o Banco Comercial do Pará, o prédio histórico que hoje acolhe toda a estrutura administrativa e acervos documentais do APEP oficializou-se a partir de 1901, mas recebia documentos oficiais para arquivo desde 1894 com registro das ações políticas e sociais dos administradores públicos, seja sob regência da Monarquia ou da República. Todo o acervo compreende do ano de 1646 aos anos 80 do século XX, sendo que desta última década há somente documentos do poder Executivo.

Salão da biblioteca do Arquivo Público
Acervo
São aproximadamente quatro milhões em documentos que registram fatos importantes da histórias do Pará, registros de nascimentos, embarque e desembarque de estrangeiros, documentos de posse de terras, entre outros, consultados mensalmente por cerca de 200 visitantes vindos de várias partes do mundo.

O Diretor do APEP, Eduardo Pinheiro, afirma que não só pesquisadores de história buscam informações nos acervos. Ele diz que o público hoje é diversificado entre estudantes e pessoas comuns que buscam até informações sobre seus antepassados imigrantes.

Hoje o APEP recebe todo tipo de público, como por exemplo, arquitetos que querem saber mais sobre estruturas de prédios antigos, profissionais do direito, da pedagogia e até pessoas comuns que buscam informações sobre sua arvore genealógica já que aqui estão documentos de entrada e saída de imigrantes”, explica o Direito do Arquivo Público.

Programação
Para comemorar o aniversário de 110 anos de criação, o APEP realiza no próximo dia 19/04, em Belém (PA), a partir das 8h e 30min, uma programação especial aberta ao público nas dependências de sua sede. Neste dia haverá exposição de documentos raros (históricos e digitalizados), vídeos e visita monitorada contando a história e importância do APEP. A diretoria informa que excepcionalmente nesta data não haverá consulta ao acervo.

Serviço:
Comemoração de aniversário de 110 anos do Arquivo Público do Pará
Dia: 19.04.2011 a partir das 8h30min
Local: Prédio do Arquivo Público do Estado do Pará (APEP)
Endereço: Travessa Campos Sales, 272 – Comércio – esquina 13 de maio
Maiores informações: 3219-1110/1111
Entrada franca!