sexta-feira, 2 de março de 2012

Projeto resgata Documentação Avulsa no Arquivo Público do Pará.

Prestes a comemorar 111 anos de existência, o Arquivo Público doEstado do Pará é reconhecidamente uma das maiores instituições arquivísticas brasileiras, sendo prestigiado  pela UNESCO com o selo “Memória do Mundo/Memory of the World – MOW”, pelo seu trabalho com a guarda da documentação do período colonial da Amazônia (1649 – 1823).

Dentro do seu acervo, que recebe visitas de pesquisadores do Brasil e do Mundo, estão importantes documentos e iconografias como a ata da adesão do Pará à independência, os documentos da administração do diretor Emílio Goeldi no Museu Paraense e da administração do interventor Magalhães Barata. Porém, quais outras preciosidades se escondem no seu centenário prédio?

Em duas salas no Arquivo Público estão guardados 1663 pacotes, alguns em avançado estado de deterioração e todos sem nenhuma identificação. Dentro destes pacotes estão documentos que percorrem quase quatro séculos de história do Estado.

Agora, através do Projeto "Preservação, Conservação e Acesso: proposta de tratamento técnico da documentação avulsa do Arquivo Público do Estado do Pará", desenvolvido pela Associação dos Amigos do Arquivo Público do Estado do Pará (Arqpep), e com patrocínio do Programa Petrobras Cultural, este precioso acervo, denominado de “Documentação Avulsa” finalmente recebe a devida atenção.

O projeto está sendo coordenado pelo historiador Leonardo Torii e pela restauradora Ethel Soares, que encaram o trabalho de identificar, higienizar e recuperar todo este volume de documentação para finalmente disponibilizá-lo para o acesso do público em geral.

“O principal desafio é a identificação deste material, pois é comum em um mesmo pacote encontrar documentos dos séculos XVIII, XIX e XX, de origens e fundos diferentes”, explica Torii.

Ainda de acordo com os coordenadores do projeto, este acúmulo de documentação sem a devida catalogação e tratamento é fruto de décadas de descaso com arquivos tão importantes como ocorrências policiais e boletins médicos que foram direcionados para o Arquivo Público e não receberam nenhum tipo de atenção, sendo apenas envelopados e colocados em prateleiras.

Para Ethel Soares, é preciso conscientizar o público que o patrimônio histórico é mais do que apenas prédios e monumentos. “Se mesmo com edificações já há casos notáveis de descaso com o patrimônio imagine com documentos, que é algo muito mais fácil de deteriorar e ainda não é encarado pelo grande público como algo que deve ser preservado”.

Os trabalhos de arquivologia do projeto estão sendo feito com as mais modernas técnicas aplicadas atualmente em grandes instituições, como o Arquivo Público do Estado de São Paulo e Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro. Em janeiro deste ano foi realizado um curso de atualização para todos os funcionários e servidores do APEP ministrado pela Profa. Dra. Ana Célia Rodrigues, coordenadora do curso de Arquivologia da Universidade Federal Fluminense.

Com os trabalhos iniciados em janeiro deste ano, e ainda na primeira das quatro etapas do projeto, alguns documentos importantes já foram encontrados dentro de pacotes como os “Autos de Liberdade”, que fazem parte do processo de remoção dos restos mortais do maestro Carlos Gomes.

A previsão de conclusão do projeto é de dois anos. Até lá, o que mais poderá ser encontrado dentro desses pacotes que sobreviveram ao passado só o futuro dirá.

Antonio Pacheco Neto - ASCOM APEP / Arqpep

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

APEP e SDDH firmam parceria para recuperação de acervo.


Funcionários do APEP orientam equipe da SDDH na recuperação de fotografias.


No próximo mês de agosto, a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) completa 35 anos de história. Uma das pioneiras na luta nessa frente no Norte e Nordeste, a SDDH é referência nacional e inspiração para ativistas de outros estados brasileiros, como Acre e Maranhão.
Possuidora de um rico acervo iconográfico, grande parte resultante do seu periódico “Resistência”, a SDDH tem em seus arquivos cerca de 500 fotografias que registram momentos importantes da luta pelos direitos humanos no Pará. São registros de conflitos urbanos e rurais; passeatas; atos com agentes públicos, como governadores e vereadores; julgamentos, entre outros.
Agora, para comemorar os 35 anos da SDDH, este precioso material recebe o devido cuidado. O Arquivo Público do Estado do Pará (APEP) firmou uma parceria para tratar este acervo e ensinar uma pequena equipe da SDDH a dar continuidade ao processo com o restante do material. O trabalho culminará, em agosto, em uma publicação onde parte dessas imagens serão exibidas pela primeira vez em anos, juntamente com informações a partir da narrativa de quem participou dessas lutas.
Maior desafio que recuperar esta importante memória de anos de mal acondicionamento é identificar os autores e os personagens que estampam essas quase cinco centenas de fotografias. São registros feitos por fotógrafos que militavam nos movimentos sociais à época, como Miguel Chikaoka, Eduardo Kalif e Bárbara Gorayeb e muitas delas estão sem o devido crédito, assim como não informam exatamente do que se trata a imagem. Para isto a SDDH, através de sugestão do APEP, estará promovendo a partir de março o “Sarau da Memória”, em que as pessoas que participaram da história da entidade serão chamadas para reconhecer fotografias e relembrar os momentos que elas representam.
Numa próxima etapa, e também com o apoio do APEP, a SDDH disponibilizará todo esse material, assim como as edições históricas do Jornal Resistência devidamente recuperadas e digitalizadas, para o público em geral, tornando-se matéria-prima de suma importância para pesquisadores das lutas pelos direitos humanos no Pará além de garantir o acesso, para todos, à essa importante parte da história, que ainda hoje está sendo construída.

Antonio Pacheco Neto – ASCOM APEP/Arqpep, com informações da Assessoria de Comunicação da SDDH.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Curso atualiza funcionários do Arquivo Público do Pará

A Associação dos Amigos do Arquivo Público do Estado do Pará (ARQPEP), em parceria com a FACCIO - Consultoria e Serviços Educacionais, promoveu nos dias 25, 26 e 27 de janeiro de 2012 o curso de Capacitação Organização e Descrição de Documentos Acumulados em Arquivos Históricos, ministrado pela Profa. Dra. Ana Célia Rodrigues, coordenadora do curso de Arquivologia da Universidade Federal Fluminense.
O Curso faz parte do do Projeto “Preservação, Conservação e Acesso: proposta de tratamento técnico da documentação avulsa do Arquivo Público do Estado do Pará”; desenvolvido pela ARQPEP para o Arquivo Público do Estado do Pará (APEP) e com o patrocínio da Petrobras. O projeto tem como objetivo identificar, higienizar, recuperar e disponibilizar para o acesso do público em geral 1663 pacotes de documentos avulsos que estão no acervo da APEP.
Durante três dias de aulas teóricas e práticas, o curso capacitou e atualizou servidores, funcionários e pesquisadores do arquivo público com as mais novas técnicas de arquivologia, que já serão implementadas na organização desta documentação avulsa.
Para um dos coordenadores do projeto, Leonardo Torii, o curso serviu como uma grande atualização para o modelo praticado atualmente por outras instituições arquivísticas no Brasil. “Faríamos o trabalho pelos modos arquivísticos que usamos no APEP, que são da década de 50. Com o curso, abrimos os olhos para uma nova realidade”.
O grande desafio deste novo modelo é que ele se orienta com base nos organogramas de cada instituição de origem do documento e a grande maioria destes organogramas mudam de governo pra outro ou simplesmente não existe mais nenhum registro destes. A previsão de conclusão dos trabalhos é de dois anos.
Antonio Pacheco Neto - Ascom APEP/Arqpep

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Arquivo Público do Pará é convidado para exposição no Arquivo Nacional

O Arquivo Público do Estado do Pará– APEP, juntamente com outras Instituições arquivísticas do Brasil, foi convidado pelo Arquivo Nacional a participar da exposição itinerante “Memória do Mundo”. O evento, de natureza educativa, ocorrerá entre os dias 12 de Setembro e 31 de Dezembro de 2012 na sede do Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro.
A exposição celebra os cinco anos de atuação do Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da UNESCO/Memory of the World – MOW. Este programa foi implementado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura com o objetivo de reconhecer acervos documentais de grande importância para a história da humanidade, além de preservar e facilitar o acesso destes por estudantes, pesquisadores e o público em geral. Em seus vinte anos de existência, o programa nominou centenas de instituições no mundo todo com o selo “Memória do Mundo”, sendo quarenta e seis delas no Brasil. Desde 2010, o Arquivo Público do Estado do Pará é uma dessas instituições.
A exposição reunirá aproximadamente 400 imagens de acervos iconográficos do Brasil e do Exterior, organizados em onze módulos que abordam temas como escravidão, repressão política e censura, política indigenista, entre outros. Na exposição, o Arquivo Público do Estado do Pará foi convidado para o módulo “Evolução urbana, arquitetura e urbanismo” expondo imagens do acervo de iconografias do período colonial (1649-1823) que estão sob custódia do seu próprio acervo no setor de iconografia da Instituição.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Aula inaugural da terceira turma de Educação Patrimonial


No dia 29 de agosto de 2011 ocorreu a aula inaugural da terceira turma do curso de Educação Patrimonial do Arquivo Público do Pará – APEP. Esta nova turma é composta de 16 alunos de várias faixas etárias, bem como diferentes instituições sociais. Há alunos de escolas da rede pública e também de instituições como a FUNCAP. Os alunos foram recebidos pela equipe técnica do APEP, receberam as primeiras orientações acerca da duração do curso e dos vários setores técnicos que irão passar ao longo do treinamento de capacitação.
Com entusiasmo estampado no semblante de todos os alunos, os alunos, inicialmente receberam um kit individual contendo: bolsa personalizada com logomarcas do projeto; camiseta azul da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL; caderno de anotações confeccionado no próprio  núcleo de conservação de documentos, catálogo informativo da história do APEP, lápis e marcadores de livros comemorativos dos 110 anos do APEP.
O curso de educação Patrimonial do APEP objetiva  capacitar alunos em preservação e conservação de documentos, criando acesso e oportunidades a jovens da periferia de Belém. Com o patrocínio do edital CAIXA CULTURAL 2010, por meio da Associação dos Amigos do Arquivo Público do Pará- ARQPEP, o curso é parte do projeto intitulado “Preservação e Acesso: digitalização da documentação da Colônia”.



XV Feira Pan Amazônica do Livro-texto


Durante os dias 12 a 16 de setembro de 2011, as servidoras Andréa Torres e Sandra Lúcia Amaral da biblioteca do APEP visitaram vários stands na XV Feira Pan-Amazônica do Livro. A Visita foi importante porque estreitou o relacionamento do APEP com várias editoras nacionais, viabilizando doações para o acervo da biblioteca do APEP. O evento ocorreu no espaço interno do Hangar e foi fundamental, não somente para celebrar alguns intercâmbios institucionais, como também para dar maior visibilidade ao trabalho técnico e social desenvolvido pelo APEP.

O APEP em cerimônia da APL


No dia 19 de setembro de 2011, às 19:00 h, as servidoras Andrea Torres e Sandra Lúcia Amaral estiveram presentes na Academia Paraense de Letras representando o APEP na sessão especial de Centenário de falecimento d saudoso acadêmico Arthur Vianna. A sessão teve como orador oficial o acadêmico Ivanildo Alves.